terça-feira, 8 de setembro de 2015
P e B
Não quero mais o antigo, o que me tirou a cor, chega de filme repetido. Quero filme novo, cores novas. P, preto, nó. B, branco, laço. Já disse que tudo na minha vida é extremo, quero meio. Novas cores...sem nó, um novo laço, menos frágil. Já disse, quero filme novo. Minha sina com cinema deve ter algum propósito: trouxe filme novo?
sábado, 5 de setembro de 2015
"Someway, baby, it's part of me, apart from me."
Toda vez que o vejo é a mesma coisa: me sinto uma adolescente incompreendida. Primeiro a felicidade de vê-lo de novo, conversar, falar qualquer coisa sem sentido. Depois me sinto sufocada: "Por que isso nunca passa?", já cansei de me fazer essa pergunta. Amanhã faz dois anos desde que me roubou o primeiro beijo. Não quero mais o impossível, lágrimas pelo que não vai mais voltar. Essa sensação de impotência me mata aos poucos e eu só queria vê-lo sem querer sumir depois. Conheci a pessoa mais incrível do mundo, mas que, definitivamente, não é pra mim.
sábado, 22 de agosto de 2015
Eu passo dias sem falar, peço pra ninguém falar de você pra um mim. Dou todos meus carinhos e atenção pra alguém que tenha mais a ver comigo do que você e acho que tá tudo bem, que passei pra outra. Te vejo e sorrio como boba de todas suas novidades, faço piadas com você e dou a minha risada descontrolada, que seguro com a maioria das pessoas. Me sinto uma idiota. Aí eu bebo pra passar e fico pensando ainda mais: por que você nunca passa? Já passou da hora de você passar.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Há mais de um ano e meio atualizo o blog, um texto, uma vírgula, o que seja... e lá vem o Macintosh, acessando do Chrome TODAS AS VEZES. T O D A S.
Dá um oizinho nos comentários, dá?! (:
Dá um oizinho nos comentários, dá?! (:
22/08 Um oizinho só?
09/09 Não?
Três num dia? :o
10/09 três dias seguidos
Cê tá foda...
03/10
--'
13/10
:/
16/0
...
domingo, 9 de agosto de 2015
Voltei a sangrar, literalmente, por não digerir as situações, por não conseguir falar. Todas as tentativas de sair de casa me trouxeram dor e febre. Me tranquei por um mês. Continuo sem vontade de conversar ou ver a maioria das pessoas, mas decidi colocar a minha vida pra andar. Por mim. Por não aguentar mais meu corpo reagindo da mesma forma previsível a tudo que não aceito e não posso mudar. Por não conseguir ler, me concentrar e, até desenhar, tem sido uma tarefa impossível pra mim. Quero derrubar as barreiras. Matar coisas tão vivas como o um orgulho enorme, a impaciência, irritabilidade e a síndrome de rejeição. Encontrar o equilíbrio entre a doação total e o completo egoísmo, sem me anular ou anular ninguém. O equilíbrio sempre foi tarefa difícil pra mim. Sempre tudo ou nada. Sem meias palavras e meios sentimentos. De um extremo a outro, quebrando a cara, cabeça e, com direito a drama, o coração. Aqui ou ali. No início ou no fim. O meio nunca foi meu forte.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Li umas conversas de um tempo atrás e são tantas coisas. Durante a leitura ri das brincadeiras idiotas, chorei de emoção, de tristeza e tinha também uma palavra que sempre usávamos e existia só pra nós. Havia me esquecido. Tinha uma maneira tão peculiar de vir me chamar pra conversar, só pra falar de coisas bobas do dia ou pra saber se estava bem. Até depois de terminar comigo, éramos tão amigos...ou eu achava que éramos. Hoje mal nos falamos, agora sei que foi porque fiz questão de esquecer. Em uma das conversas me contou que estava se sentindo bobo porque leu coisas antigas e percebeu só naquela hora que uma amiga tinha outros interesses. E fez isso de novo, dessa vez comigo, mas por mim tudo bem. Passou. Acho que passou. Já faz um ano desde que eu desisti. Foi naquela semana que ele fez 7x1 em mim. Só não posso me lembrar de como era ou vê-lo mais de uma vez em uma semana e vai ficar tudo bem.
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Ps: Só tô escrevendo esse texto bobo pra me lembrar de não ler mais históricos de pessoas que gosto muito, mas não me lembro porque as coisas mudaram.
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Ps: Só tô escrevendo esse texto bobo pra me lembrar de não ler mais históricos de pessoas que gosto muito, mas não me lembro porque as coisas mudaram.
domingo, 21 de junho de 2015
Nós nunca daríamos certo, bonito, mas eu tenho pensado em você todos os dias. Lembro das raras e deliciosas vezes que se soltou comigo, das nossas conversas intermináveis e do silêncio reconfortante que vinha, as vezes, acompanhado de um longo e aconchegante abraço. Te quero porque não posso ter. Eu me saboto, venho me sabotando. Se pode dar certo eu não quero, não serve. Desisto.
Você nunca ficaria e eu sempre soube, desde aquele dia que me beijou sem que eu esperasse. Me agarrei com todas as forças pra anular qualquer possibilidade de alguém que tivesse alguma chance e tirasse esse lugar intocável que eu te dei e que fizesse o que fizeram comigo antes de você chegar. Chamei todos como te chamava, bonito, não por mal, eu sou assim, cheia de repetições impulsivas e pouco reflexiva pra sentimentalismos alheios. Fiz com eles tudo que gostaria de ter feito com você, não por mal, mas diferente de você respeito minhas vontades e não tenho medo dos erros.
Nesses dias que você está distante há alguns meses, e na iminência da sua partida, eu venho pensando que todas as chances acabaram de vez. Não a chance de sermos algo, está claro que ela nunca existiu, mas a chance de saciar as nossas vontades, ou a minha vontade egoísta de te sentir sem medos, sem pressão e sem nossos fantasmas. E de novo, eu não quero que você seja meu, eu só quero você comigo como nunca quis alguém. Só queria não ficar mais chateada por você ou por mim, ou talvez por um nós que não existe e nunca existirá.
Você nunca ficaria e eu sempre soube, desde aquele dia que me beijou sem que eu esperasse. Me agarrei com todas as forças pra anular qualquer possibilidade de alguém que tivesse alguma chance e tirasse esse lugar intocável que eu te dei e que fizesse o que fizeram comigo antes de você chegar. Chamei todos como te chamava, bonito, não por mal, eu sou assim, cheia de repetições impulsivas e pouco reflexiva pra sentimentalismos alheios. Fiz com eles tudo que gostaria de ter feito com você, não por mal, mas diferente de você respeito minhas vontades e não tenho medo dos erros.
Nesses dias que você está distante há alguns meses, e na iminência da sua partida, eu venho pensando que todas as chances acabaram de vez. Não a chance de sermos algo, está claro que ela nunca existiu, mas a chance de saciar as nossas vontades, ou a minha vontade egoísta de te sentir sem medos, sem pressão e sem nossos fantasmas. E de novo, eu não quero que você seja meu, eu só quero você comigo como nunca quis alguém. Só queria não ficar mais chateada por você ou por mim, ou talvez por um nós que não existe e nunca existirá.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Sonho pra por na realidade
Dois anos depois e eu sonhei com o nó. Sonhei como se eu ainda estivesse doente dele. De nós. Implorava a atenção de alguém que não tinha forças nem pra amar a si mesmo. Apático na cama o nó mal me respondia. Eu o abraçava pra ele se sentir melhor, como sempre fiz (primeiro ele e depois eu). Dormia com ele e acordava na minha cama, vezes seguidas, um sonho dentro do outro.
Só agora me dei conta do porquê estou pesarosa nos últimos dias. O choro que vem do nada, o aperto no peito me sufocando e que faz questionar: o que deixei passar pra me sentir assim?
Há dois anos senti esses sintomas multiplicados muitas vezes, me tiraram a fome, a saúde e a vontade da vida.
O que eu deixei passar? Talvez o luto pelo fim do meu ciclo, nesses dois anos muita coisa ruim em mim morreu e muitas boas nasceram. E tudo isso foi doído. Somatizou e doeu nos meus ouvidos quando me recusei a ouvir. Na minha garganta quando eu não quis ou não consegui falar. No peito quando sufoquei com tudo guardado. No meu estômago quando não consegui digerir o que aconteceu. Na minha pele quando só o que eu queria era não ser eu.
Parece clichê, mas com a dor aprendi a usar a energia do universo a meu favor.
Ainda não sei domar, mas fujo da posse e de tudo que me prende e entristece. Aprendi que nasci pra ser livre, as vezes sozinha, pra ver tudo que sempre tive medo de ver de perto: o meu eu de verdade.
Só agora me dei conta do porquê estou pesarosa nos últimos dias. O choro que vem do nada, o aperto no peito me sufocando e que faz questionar: o que deixei passar pra me sentir assim?
Há dois anos senti esses sintomas multiplicados muitas vezes, me tiraram a fome, a saúde e a vontade da vida.
O que eu deixei passar? Talvez o luto pelo fim do meu ciclo, nesses dois anos muita coisa ruim em mim morreu e muitas boas nasceram. E tudo isso foi doído. Somatizou e doeu nos meus ouvidos quando me recusei a ouvir. Na minha garganta quando eu não quis ou não consegui falar. No peito quando sufoquei com tudo guardado. No meu estômago quando não consegui digerir o que aconteceu. Na minha pele quando só o que eu queria era não ser eu.
Parece clichê, mas com a dor aprendi a usar a energia do universo a meu favor.
Ainda não sei domar, mas fujo da posse e de tudo que me prende e entristece. Aprendi que nasci pra ser livre, as vezes sozinha, pra ver tudo que sempre tive medo de ver de perto: o meu eu de verdade.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Última carta - dessa vez de verdade
Oi. Você deve achar estranho esse texto, que ainda não sei se será grande (acho que vai), mas venho refletido sobre muitas coisas nesses vários meses de terapia (rs) e me devo esse texto pra você.
Pode ler sem medo, vim pontuar meus erros e não o contrário como sempre fiz. Com o tempo descobri que muitas das coisas que você dizia sobre mim eram verdade.
Vamos do começo: quando terminamos eu já estava muito doente. A depressão já tinha afastado tudo que eu tinha de bom. Por alguma razão o seu jeito de ser trouxe a tona muitas coisas sobre mim que eu não gostaria de saber, mas que hoje vejo que foram necessárias para que isso não se repita nos meus relacionamentos.
Logo que terminamos fiquei com pneumonia e dai em menos de um mês foi uma coisa atrás da outra até uma suspeita de câncer. Nunca tive tanta dor e tomei tantos remédios. Te culpei por tudo o que aconteceu, por cada uma das minhas dores físicas e psicológicas. Pra mim você estava virando as costas pra alguém que sempre te ajudou e desistiu de terminar todas as vezes que você chorou. Não conseguia ouvir seu nome sem passar mal. Foi um período terrível. Foi tudo culpa sua? Não, não foi tudo culpa sua. Hoje já dá pra ver.
E por tudo isso que passei e pelo meu processo de auto conhecimento venho dizer que você estava certo quando dizia:
- Que eu só fazia as coisas por você pra ter o que jogar na sua cara quando você não usasse a sua linda bola de cristal para adivinhar algo que poderia fazer por mim. É muito feio, só hoje admito.
- Que eu era sua dona e não sua namorada. Descobri esse traço na minha personalidade: a possessividade. A má notícia é que só com você foi tão drástico.
- Que eu não te amava. Foi triste pra mim perceber, era só posse. Sofri tanto por algo que sempre critiquei em você: o egoísmo.
- Que não importava o que você fizesse nunca seria o suficiente. Pura verdade, queria você trancado, isolado do convívio social vivendo 24 hrs só pra mim.
- Que nosso relacionamento estava ficando doentio.
Com muita ajuda dos meus amigos, família e da minha psicologa estou bem e comecei a ter a necessidade de te dizer que eu não te odeio mais e que reconheço que tive o mesmo peso em tudo que aconteceu. Me dei conta do quanto fui abusiva. Eu não sabia o quanto estava errada e não tinha noção de que podia fazer mal pra alguém e tanto mal pra mim mesma. Não é saudável ditar regras e podar os outros.
Espero que tudo que fiz não tenha causado danos emocionais pra você e que você tenha começado a se cuidar e tratar de tudo que me contava e que veio antes de mim.
Depois de deixar o orgulho de lado pra te dizer tudo isso só me resta pedir desculpa.
Boa sorte. Seja feliz.
Ps: devo ter feito algo que gerou desconforto porque escrevi e fui mandar e tudo indica que fui bloqueada no facebook e whatsapp. Não sei o que foi, mas segue por aqui. Espero que leia.
Pode ler sem medo, vim pontuar meus erros e não o contrário como sempre fiz. Com o tempo descobri que muitas das coisas que você dizia sobre mim eram verdade.
Vamos do começo: quando terminamos eu já estava muito doente. A depressão já tinha afastado tudo que eu tinha de bom. Por alguma razão o seu jeito de ser trouxe a tona muitas coisas sobre mim que eu não gostaria de saber, mas que hoje vejo que foram necessárias para que isso não se repita nos meus relacionamentos.
Logo que terminamos fiquei com pneumonia e dai em menos de um mês foi uma coisa atrás da outra até uma suspeita de câncer. Nunca tive tanta dor e tomei tantos remédios. Te culpei por tudo o que aconteceu, por cada uma das minhas dores físicas e psicológicas. Pra mim você estava virando as costas pra alguém que sempre te ajudou e desistiu de terminar todas as vezes que você chorou. Não conseguia ouvir seu nome sem passar mal. Foi um período terrível. Foi tudo culpa sua? Não, não foi tudo culpa sua. Hoje já dá pra ver.
E por tudo isso que passei e pelo meu processo de auto conhecimento venho dizer que você estava certo quando dizia:
- Que eu só fazia as coisas por você pra ter o que jogar na sua cara quando você não usasse a sua linda bola de cristal para adivinhar algo que poderia fazer por mim. É muito feio, só hoje admito.
- Que eu era sua dona e não sua namorada. Descobri esse traço na minha personalidade: a possessividade. A má notícia é que só com você foi tão drástico.
- Que eu não te amava. Foi triste pra mim perceber, era só posse. Sofri tanto por algo que sempre critiquei em você: o egoísmo.
- Que não importava o que você fizesse nunca seria o suficiente. Pura verdade, queria você trancado, isolado do convívio social vivendo 24 hrs só pra mim.
- Que nosso relacionamento estava ficando doentio.
Com muita ajuda dos meus amigos, família e da minha psicologa estou bem e comecei a ter a necessidade de te dizer que eu não te odeio mais e que reconheço que tive o mesmo peso em tudo que aconteceu. Me dei conta do quanto fui abusiva. Eu não sabia o quanto estava errada e não tinha noção de que podia fazer mal pra alguém e tanto mal pra mim mesma. Não é saudável ditar regras e podar os outros.
Espero que tudo que fiz não tenha causado danos emocionais pra você e que você tenha começado a se cuidar e tratar de tudo que me contava e que veio antes de mim.
Depois de deixar o orgulho de lado pra te dizer tudo isso só me resta pedir desculpa.
Boa sorte. Seja feliz.
Ps: devo ter feito algo que gerou desconforto porque escrevi e fui mandar e tudo indica que fui bloqueada no facebook e whatsapp. Não sei o que foi, mas segue por aqui. Espero que leia.
domingo, 8 de março de 2015
A sensação de abandono nunca me deixou. É um falso paradoxo, uma agonia, um ânsia que eu sempre trouxe e nunca entendi. Sinto o abandono a cada dia de silêncio. A cada transa com estranhos e cada falta delas com pessoas que estão comigo. O sinto na falta de vontade de conversar e me expor com as pessoas que amo. A cada sessão terapia que falto pra não chorar. A cada choro sentido e incontrolável por gotas d'água. A cada explosão com razão ou sem. Sinto o abandono ao me cansar de me relacionar com as pessoas, por não saber lidar com idéias diferentes. Cansei de bater de frente, de discutir e escutar tanta bosta de gente que vive na limitação da religião, do egoísmo e preconceito. Tenho preferido me isolar a viver na companhia de gente que não me acrescenta, só suga. Sinto o abandono nas expectativas quebradas. A cada convite recusado e a cada convite não feito. A cada abraço não dado e a cada lembrança esquecida. O sinto e sinto muito por me colocar nesse lugar onde não me alcanço e não deixo me alcançarem. Sinto por não conseguir sair e ainda mais, por não querer sair.
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