terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Eu tenho o dom de me interessar pelas pessoas mais sem graça da vida. Dependentes e agarrados a qualquer coisa que dê um pouco de segurança. Sem foco e sem forças de conseguirem algo. Eu tenho que empurra-los para ver se surge alguma motivação sendo que tem horas que eu não tenho forças nem pra mim. Fico cega e quando acaba eu sempre penso: Como eu pude? Como eu perdi tanto tempo tentando empurrar essa pessoa a toa?

Parece que o frágil me encanta. Tenho esse instinto maternal que quer cuidar e proteger, mas caralho, que merda é essa? E eu? Se tem alguém, me esqueço. Eu tô cansada de me pôr em segundo plano e talvez, por isso, ser posta nesse lugar também.

Por que eu não me empurro pra terapia, pra música, pras artes em vez de perder tempo com gente que sempre vai me cagar na minha cabeça e ainda sair arrastando? A minha burrice emocional me assombra. A minha lucidez instantanea também. Preciso parar de girar minha vida em torno dos meus sentimentos """"românticos""". Vou voltar a tocar, cantar, escrever, desenhar, eu vou dar pra todo mundo e voltar só pra quem merece: eu mesma.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Senti tantas coisas nas últimas semanas, me sinto exausta. Foi junção das obrigações diárias com as decepções que ele me trouxe ainda depois do término. Eu achei que tava livre das chateações que vem junto de uma relação, essa parte burocrática que eu tanto odeio. Achei que tava tudo bem, que ia ter um amigo um dia. Tentou consertar o que fez terminando comigo perto do aniversário e me mandou a primeira mensagem do dia, perguntou como foi o meu dia e enfim, essas coisas idiotas que quem se importa faz. Me senti feliz por isso. Apareceu no meu aniversário e depois cagou na minha cabeça. Faltou tato, faltou empatia e consideração. Me doeu, de novo, tudo o que eu dei e tudo que não recebi. Não aprendo. A cada dia penso que o problema dos meus relacionamentos sou eu querendo sempre deixar todo mundo bem e satisfeito em ser a pessoa que é, e eu aqui, sempre me fudendo, querendo ser outra pessoa e me odiando por me doar, cada vez menos, mas sempre mais do posso. Eu não sei mais do que eu gosto, no que eu sou boa. Há dias que eu não durmo direito. Essa noite eu sonhei que ele voltava como se nada tivesse acontecido e eu com um misto de saudade do abraço, de nojo e sem acreditar em uma palavra do que ele dizia. O estranho que diferente de todas as outras vezes estou bem dentro dos limites de dias de término e desapontamento, ainda magoada, mas sem querer que volte, sem querer ver, falar. Sem amor. Sem o peso de todas as coisas que eu não queria e não gostava. Vai carregar o peso sozinho. Eu estou livre.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017


São tantos momentos bons e ruins que eu não sei onde começou e onde terminou. Eu sinto menos falta do que pensei que sentiria e não quero voltar no tempo pra mudar. Eu dei tudo que pude, as vezes até mais. Como sempre me deixei pra trás muitas vezes só pra estar próxima, pra dar o que achei que precisava e arriscar dias bons e as vezes receber ruins. No próximo vai ser melhor, as vezes era e outras não. Me senti exausta, sugada, triste e quis desistir, declaradamente, apenas duas vezes, mas aqui dentro pensava a cada feriado sozinha, a cada vez que eu trocava minha cama ou saia direto do trabalho pra me cansar menos e aproveitar mais. Isso me faz pensar e entender tudo que eu senti no fim. Aquele inchaço no peito de quem sente a ingratidão. Minhas experiências passadas não me deixaram arrastar isso por muito tempo. Conversei e falei tudo o que eu queria. Senti os cheiros, sabores e sensações. Nada vai ser um trauma, estou substituindo as memórias. Só faz uma semana e quase não me dói mais. Espero que mais uma e não doa mais nada.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

.escorpião.

Hoje Saturno se alinha com o Sol em escorpião me dando a promessa de um grande ano. Mas só sinto aquela antiga sensação, aquele velho nó me doendo de saudade. Eu não sei mais o que fazer e não tenho mais pra onde ir.
Chove desde a meia noite e a chuva nesse período possibilita infestações de escorpiões. Chove de todas as formas e os escorpiões picam aqui e ali. Envenenando e doendo. Meu ano esmeralda não devia começar assim.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

As vezes, depois de um banho num dia cansativo, me olho no espelho e apesar de tudo me sinto bem enquanto te lembro e sinto sua falta. Um dia quente como hoje te vejo me sorrindo e dizendo que eu tô linda, mesmo que eu esteja de cara lavada, cabelo molhado e acredite desacreditando de olhos tão brilhantes. As pequenas conquistas diárias não me deixam desistir de você. Custei a amolecer esse coração duro de tanta pancada. Não quero desistir. Apesar de muitas vezes não entender como insisti tanto, como tive tanta força, sei que no fim valeu a pena te mostrar que o mal humor não é pra todo dia, que ficar bravo a toa não é bom pro corpo e nem pra alma. E, pra isso, aprendi a controlar os meus impulsos. O universo tentou me ensinar de todas as formas e agora eu aprendo tentando ensinar. Fico calma enquanto você pilha. Hoje, você me acalma quando eu pilho. Demorou, mas hoje sei o que é reciprocidade nas pequenas coisas e mesmo que não dure pra sempre, que eu não tenha filhos lindos com pele reluzente de porcelana como a sua, tudo que aprendemos e ainda vamos aprender nos fez pessoas mais preparadas pra vida, com corações mais saudáveis pra nós e pro mundo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Há algum tempo venho postergado uma vida leve. Não quero e não vou mais me sentir culpada por me fazer bem. Minha evolução, no momento, está ligada a minha liberdade. O meu único compromisso é comigo mesma. Meu bem estar é deixar tudo o que me cansa e que posso deixar pra trás. Tudo o que me machuca, tudo que só vai e não volta, tudo o que não é uma troca. Só carrego o que serve pro meu futuro. O que passou, passou. Não quero consertos ou voltar ao passado. Não me entenda mal, cada um escolhe o que é melhor pra si. Não vejo, não leio, não escuto, não sinto. A curiosidade não me alcança e se, por um acaso alcançar, eu continuo a andar como se não fosse comigo, como se fosse alguém que eu não conheço mais.
Mais uma vez vejo uma fresta de esperança, eu me colocando a frente é um sinal da minha cura e, talvez, quem sabe, da minha maturidade emocional? Me quero cada vez melhor pra viver bem comigo mesma. Sem sufocar ou ser sufocada. Quero soma, troca. Me doar pra quem merece e receber sempre o que eu mereço. Nada a mais, nada a menos. Só o que eu mereço.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Inverno

Um momento ruim me faz esquecer de muitos bons. Ingrata ou emotiva? Acho que talvez os dois. Esquecer sempre foi difícil. Metrô, casa, rua, jantar... lembrança ruim não tem hora pra chegar. Invade os momentos mais impróprios. Não sei segurar o choro, minha garganta dói. E eu achei que seria diferente. Nunca é. É sempre mais do mesmo. O frio me dói como há três anos e eu só estou esperando a hora de acabar.





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sábado, 23 de abril de 2016

S.O.S

Tenho tido crises de ansiedade de novo. Meus medos todos voltando. Medo de andar sozinha na rua. Medo da infelicidade profissional. Medo da depressão, das crises e dos surtos. Medo de nada nem ninguém nunca atender minhas necessidades emocionais e sexuais. Medo de perder. Medo de viver. Medo de morrer. Medo de ficar doente de novo. Medo de chorar em público. Medo de parecer fraca. Medo de ficar sozinha. Medo de fracassar. Medo de expor meus sentimentos. REssentimentos. Medo de nunca esquecer. Todos os medos que não me deixam sair do lugar. Me paralisam e sufocam. Eu não consigo respirar. Meus olhos incham, minha pele arde e a cabeça dói. Eu não aguento mais.

domingo, 17 de abril de 2016

Eu sinto que tomei posse, que é completamente minha, essa sensação, essa síndrome de rejeição que sempre me acompanhou. A sinto porque sempre dei demais e nunca soube receber ou nunca recebi ou vou receber em quantidade equivalente a minha doação. Me doo demais. De doar e doer. Me culpo demais. Encuco demais. Talvez esteja precisando de menos. Me preocupar menos, pensar menos, dar menos e me amar mais.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Clichê bonito

Foi tudo tão rápido, há três semanas estávamos trocando as primeiras palavras. Eu, falando incontrolavelmente do cachorro que não me deixava dormir, verborragica, como se já o conhecesse e ele, atencioso, prestando atenção em tudo, preocupado veio perguntar depois se o cachorro havia me deixado. Nós mal sabíamos que aquelas seriam as primeiras de muitas conversas desde então.
Alguma coisa mudou, o meu pulso ficou acelerado, a respiração ofegante, veio a ansiedade de ver alguém como há tempos não sentia. Eu tive muito medo de me sentir assim de novo, mas veio sem que esperasse e me caiu muito bem. Sou eu mesma, sem podas ou descontroles. Sou eu de novo fazendo piadas sem graça e dando carinho sem receio. Ele aceita tudo da maneira mais doce e gentil. Eu me rendo a todos os clichês: o cheiro, o gosto, o sorriso, som da risada tudo de mais bonito se espalhando pelo quarto enquanto me deito em seu peito e ouço seu coração bater mais forte quando me chama de amor em vez de querida. De fato, ainda é muito cedo pra declarações, mas voltando aos clichês "parece que a gente se conhece há tanto tempo" que eu fico feliz em escapar um apelido carinhoso ou uma cara de apaixonado de vez em quando e isso me faz querer dividir muito mais dias com a pessoa que vem mudando meu humor e, de alguma forma, a minha vida.