Dois anos de bad em estado líquido. Dois anos de auto estima baixa por não aceitar, as vezes, que não deu certo porque não era o certo e não porque não sou boa o suficiente. Era mais fácil quando eu achava que ele não se interessava por ninguém e não que prefere uma mulher pouco atraente com dois filhos e uma auto estima pior que a minha. Eu me sinto péssima por pensar tudo isso e pior ainda por me pôr nesse lugar que não é meu.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Sonhei que decidi por uma última tentativa. Tentava beija-lo e pra minha surpresa ele aceitava. Era tudo estranho, a conexão havia se extinguido e numa tentativa de retomar o passado ficávamos juntos. Eu, mais uma vez, aceitava o que sabia que não daria certo pra não invalidar minhas horas, dias, meses, anos de angústia, mesmo sabendo que seria só o início de muitas mais. Acordei me perguntando se era real e me dei conta, era só meu inconsciente me avisando na hora certa de que eu sempre cometo os mesmos erros. Está na hora de aprender com eles e me poupar em uma próxima.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Meus trânsitos astrológicos, o tarot e até o iching disseram que devo desistir de pessoas que não me servem mais. Minha família, meus amigos e até ele disseram implicitamente. Eu já me disse isso milhares de vezes. Não adianta. O maldito apego ao passado não me deixa seguir. Passa logo, passa. Passa pra eu passar.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Quando eu era criança eu vivia perguntando pro meu pai:
- Posso gritar?
E quando minha mãe não estava por perto ele dizia:
- Vai lá na janela e GRITA (com a cara de arteiro que quem conhece seu Geraldo sabe)
Eu chegava na janela grande de vidro que pegava a parede da frente da sala inteira e gritava a plenos pulmões.
Quando a gente ia pro sítio onde a família morava ele falava:
- Vai andar por aí e gritar se quiser, porque a gente já vai embora.
E eu ia porque sabia que não ia poder extravasar com a frequência que gostaria quando chegasse em casa. Era uma alegria que até hoje não sabia explicar.
Quando a gente ia pro sítio onde a família morava ele falava:
- Vai andar por aí e gritar se quiser, porque a gente já vai embora.
E eu ia porque sabia que não ia poder extravasar com a frequência que gostaria quando chegasse em casa. Era uma alegria que até hoje não sabia explicar.
Há uma semana esse velho teimoso que sempre me ensinou a fazer arte escondida da minha mãe vem me deixando preocupada e ontem ele murchou. Nunca vi meu pai daquele jeito e nunca senti tanto medo. Medo de perder o homem mais importante da minha vida.
Hoje a tarde, quando recebi a notícia de que descobriram o que ele tinha, já tinha sido operado e estava bem, senti a mesma vontade de gritar, senti a mesma alegria e entendi. Essa alegria não era de poder gritar na janela e sim de ter um pai tão maravilhoso quanto o meu que sempre me deixou livre pra fazer minhas próprias escolhas sem me julgar e querendo apenas que eu fosse feliz.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
P e B
Não quero mais o antigo, o que me tirou a cor, chega de filme repetido. Quero filme novo, cores novas. P, preto, nó. B, branco, laço. Já disse que tudo na minha vida é extremo, quero meio. Novas cores...sem nó, um novo laço, menos frágil. Já disse, quero filme novo. Minha sina com cinema deve ter algum propósito: trouxe filme novo?
sábado, 5 de setembro de 2015
"Someway, baby, it's part of me, apart from me."
Toda vez que o vejo é a mesma coisa: me sinto uma adolescente incompreendida. Primeiro a felicidade de vê-lo de novo, conversar, falar qualquer coisa sem sentido. Depois me sinto sufocada: "Por que isso nunca passa?", já cansei de me fazer essa pergunta. Amanhã faz dois anos desde que me roubou o primeiro beijo. Não quero mais o impossível, lágrimas pelo que não vai mais voltar. Essa sensação de impotência me mata aos poucos e eu só queria vê-lo sem querer sumir depois. Conheci a pessoa mais incrível do mundo, mas que, definitivamente, não é pra mim.
sábado, 22 de agosto de 2015
Eu passo dias sem falar, peço pra ninguém falar de você pra um mim. Dou todos meus carinhos e atenção pra alguém que tenha mais a ver comigo do que você e acho que tá tudo bem, que passei pra outra. Te vejo e sorrio como boba de todas suas novidades, faço piadas com você e dou a minha risada descontrolada, que seguro com a maioria das pessoas. Me sinto uma idiota. Aí eu bebo pra passar e fico pensando ainda mais: por que você nunca passa? Já passou da hora de você passar.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Há mais de um ano e meio atualizo o blog, um texto, uma vírgula, o que seja... e lá vem o Macintosh, acessando do Chrome TODAS AS VEZES. T O D A S.
Dá um oizinho nos comentários, dá?! (:
Dá um oizinho nos comentários, dá?! (:
22/08 Um oizinho só?
09/09 Não?
Três num dia? :o
10/09 três dias seguidos
Cê tá foda...
03/10
--'
13/10
:/
16/0
...
domingo, 9 de agosto de 2015
Voltei a sangrar, literalmente, por não digerir as situações, por não conseguir falar. Todas as tentativas de sair de casa me trouxeram dor e febre. Me tranquei por um mês. Continuo sem vontade de conversar ou ver a maioria das pessoas, mas decidi colocar a minha vida pra andar. Por mim. Por não aguentar mais meu corpo reagindo da mesma forma previsível a tudo que não aceito e não posso mudar. Por não conseguir ler, me concentrar e, até desenhar, tem sido uma tarefa impossível pra mim. Quero derrubar as barreiras. Matar coisas tão vivas como o um orgulho enorme, a impaciência, irritabilidade e a síndrome de rejeição. Encontrar o equilíbrio entre a doação total e o completo egoísmo, sem me anular ou anular ninguém. O equilíbrio sempre foi tarefa difícil pra mim. Sempre tudo ou nada. Sem meias palavras e meios sentimentos. De um extremo a outro, quebrando a cara, cabeça e, com direito a drama, o coração. Aqui ou ali. No início ou no fim. O meio nunca foi meu forte.
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