Desde criança me mostrei uma pessoa muito instável e cheia de fixações. Orelhas muito limpas (não só as minhas). Sempre observava e tinha necessidade de tocar nos pés dos meus pais, mas me irritava muito quando minha irmã encostava os dela em mim. Ao ser irritada jogava para cima de quem me irritasse o que tinha nas mãos sem pensar se aquilo machucaria ou não. Durante a vida houveram mudanças, podei o que fazia mal a mim e as pessoas que eu amo. Sempre fui uma pessoa difícil, admito, já tentaram me mudar, mas não vão conseguir. A decisão tem que ser minha, sempre é assim.
As tentativas são as mais cansativas e desgastantes, vindas das pessoas que não tem o mínimo direito, aliás, ninguém tem o direito de tentar mudar ninguém. Ninguém deve mudar por ninguém, é nisso que acredito. As discussões são desnecessárias e com muitos argumentos que não têm validade pra mim, não levam a lugar nenhum a não ser ao desgaste. Se gosta respeite ou vá embora, não atormente.
Gostaria de saber quando foi que isso aconteceu e porque só atraio pessoas deste tipo, assim, tão mais fixadas do que eu na minha mudança. Achei que isso fosse mais difícil do que tem sido, talvez seja algum tipo de sina ou eu realmente seja totalmente diferente das outras pessoas. Isso não pode ser normal. Sinto-me num jogo onde o objetivo é me tirar de mim.
Surge tanta gente errada, não precisava ser a pessoa certa agora, se é que isso existe, mas poderiam ser pelo menos mais normais que não chateassem tanto. Sou clara, mas sutil, procuro evitar as chateações, mas ninguém coopera para o mesmo. Estou ficando farta disso e perdendo a minha sutileza, já que ela não adianta mais de nada.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Cake
Fiz aquele bolo que você gostava pra comemorar um ano das nossas últimas lembranças, aquelas que faz questão de me lembrar todas as vezes que nos falamos. Mas quer saber? Não dói mais. Comi o bolo sem pesar e o dividi com quem sabe amar de verdade: família.
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Início e fim
Em um dia de tristeza entrei em uma igreja e ouvi a voz mais linda, era grave e rouca, eu tinha que achar seu dono e achei. Durante anos fui apaixonada por aquela voz que me trouxe momentos de felicidade pura e simples, reconheceria aquela voz até abafada em panos, mas um dia a alegria proporcionada acabou e não fazia mais questão de ouvi-la, há tempos não cantava pra mim.
No último Natal o telefone toca e a voz do outro lado me pergunta:
- Por que está triste?
E eu realmente não estava muito contente, várias lembranças me faziam refletir e além de tudo estava com uma tosse que me tirava o sono havia dias.
- Não, não estou triste, só um pouco doente. Quem é?
Então ele me disse seu nome, o que me causou grande surpresa. Como pude esquecer aquela voz?
Conversamos sobre nossos problemas de saúde, ele está bem pior do que eu, fiquei preocupada, ele foi sempre tão saudável, mas foi isso, me prometeu uma visita que eu sei que não será feita, tanto faz, não me faz bem e nem mal.
É incrível como coisas que julgamos necessárias para sempre se tornem tão dispensáveis. Nunca me imaginei sem aquela voz dizendo as mesmas frases que eu adorava ouvir e hoje não a reconheço mais e tenho horror quando alguém me chama de amor ou qualquer coisa do tipo.
Hoje um anônimo me enviou uma pergunta, perguntava o porquê do meu namoro que parecia tão perfeito e havia durado tanto tempo acabou assim de repente e hoje eu sei responder perfeitamente e sei que não foi tão súbito assim. Ele também sabe, sempre soube, fazia questão de perguntar: Por que você sempre tem tantas dúvidas e eu nunca tive nenhuma?
A resposta os dois sempre souberam, mas dizer doía um bocado, é melhor deixar subentendido.
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No último Natal o telefone toca e a voz do outro lado me pergunta:
- Por que está triste?
E eu realmente não estava muito contente, várias lembranças me faziam refletir e além de tudo estava com uma tosse que me tirava o sono havia dias.
- Não, não estou triste, só um pouco doente. Quem é?
Então ele me disse seu nome, o que me causou grande surpresa. Como pude esquecer aquela voz?
Conversamos sobre nossos problemas de saúde, ele está bem pior do que eu, fiquei preocupada, ele foi sempre tão saudável, mas foi isso, me prometeu uma visita que eu sei que não será feita, tanto faz, não me faz bem e nem mal.
É incrível como coisas que julgamos necessárias para sempre se tornem tão dispensáveis. Nunca me imaginei sem aquela voz dizendo as mesmas frases que eu adorava ouvir e hoje não a reconheço mais e tenho horror quando alguém me chama de amor ou qualquer coisa do tipo.
Hoje um anônimo me enviou uma pergunta, perguntava o porquê do meu namoro que parecia tão perfeito e havia durado tanto tempo acabou assim de repente e hoje eu sei responder perfeitamente e sei que não foi tão súbito assim. Ele também sabe, sempre soube, fazia questão de perguntar: Por que você sempre tem tantas dúvidas e eu nunca tive nenhuma?
A resposta os dois sempre souberam, mas dizer doía um bocado, é melhor deixar subentendido.
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hole
Olhei diversas vezes pra dentro de mim em busca do que muitas vezes causou-me desconforto e no lugar encontrei um vazio. Tentei extingui-lo várias vezes, mas nada foi suficiente. Parece muito triste, mas só é incomodo.
Sendo o vazio o próprio desconforto e sabendo o que me falta, resta assumir que a culpa por sua existência é minha, só minha. O vazio deve ser preenchido por mim mesma,é assim que se é completo e não buscando refugios por ai.
Vivi de peito fechado durante a maior parte dos últimos meses e vou continuar enquanto não houver motivos suficientes pra mudar.
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Sendo o vazio o próprio desconforto e sabendo o que me falta, resta assumir que a culpa por sua existência é minha, só minha. O vazio deve ser preenchido por mim mesma,é assim que se é completo e não buscando refugios por ai.
Vivi de peito fechado durante a maior parte dos últimos meses e vou continuar enquanto não houver motivos suficientes pra mudar.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
300 days of geek
Pela milésima vez eu assisti meu filme preferido e pela primeira ele me deixou triste, triste pois pela primeira vez me vi, mesmo que brevemente, no papel de Tom Hansen ao invés de Summer Finn. É mais fácil machucar do que ser machucada. Ser machucada é outra história.
Vi nos olhos de Tom o meu sofrimento, a minha angustia. Mesmo sabendo que na ficção os sentimentos dele são muito mais verdadeiros do que os meus na realidade, os meus são caprichos de menina mimada que, talvez, não esteja acostumada a perder algo que lhe parecia tão óbvio.
Como sempre já ergui a cabeça e me dispus a recuperação. Não me afastei, não vou me afastar, eu gosto da companhia e não vou me privar dela. Faço questão de dizer a todos meus amigos que se preocupam: eu me recupero rápido, rápido até demais, aliás, acho que não sei o que é gostar de alguém de verdade, um dia eu descubro, enquanto isso vou sofrendo a toa.
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Vi nos olhos de Tom o meu sofrimento, a minha angustia. Mesmo sabendo que na ficção os sentimentos dele são muito mais verdadeiros do que os meus na realidade, os meus são caprichos de menina mimada que, talvez, não esteja acostumada a perder algo que lhe parecia tão óbvio.
Como sempre já ergui a cabeça e me dispus a recuperação. Não me afastei, não vou me afastar, eu gosto da companhia e não vou me privar dela. Faço questão de dizer a todos meus amigos que se preocupam: eu me recupero rápido, rápido até demais, aliás, acho que não sei o que é gostar de alguém de verdade, um dia eu descubro, enquanto isso vou sofrendo a toa.
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domingo, 31 de outubro de 2010
Príncipes não existem
Sim, fiquei triste, ninguém me contou, eu vi. Vi que suas últimas atitudes não honram o título de "ser quase-perfeito" que lhe dei, mais uma vez coloquei expectativas aonde não devia (por mais que tente nunca aprendo, na verdade parece que algo não me deixa aprender). Vi também que desculpas foram mal feitas e que apesar da minha baixíssima auto-estima seu gosto é bem pior do que eu poderia ser. Após um sentimento persistente de rejeição que me tirou o sono por alguns dias, me dei conta: se houve algum perdedor nesta história com certeza não fui eu.
Nota: não fazer declarações precipitadas (lê-se: escrever e-mails alcoolizada) a qualquer um que tenha meia dúzia das qualidades que valorizo. Me compreender e decidir o que realmente tem importância pra mim antes de sair escolhendo falsos príncipes por ai.
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Nota: não fazer declarações precipitadas (lê-se: escrever e-mails alcoolizada) a qualquer um que tenha meia dúzia das qualidades que valorizo. Me compreender e decidir o que realmente tem importância pra mim antes de sair escolhendo falsos príncipes por ai.
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domingo, 24 de outubro de 2010
Difi[o]cultando
As pessoas com quem me relaciono tem sido complicadas, não consigo entender, esse papel sempre foi meu. Tenho sido mal interpretada constantemente, ao olhar alheio meus passos tem sido muito rápidos, quando na verdade nunca foram tão lentos. Quebrei barreiras onde não devia, deixei frestas para quem não tem motivos pra passar. Só gostaria de uma tentativa, já que me dispus a correr o risco, mas esta frase não tem atraído boas coisas pra mim nos últimos meses.
Algumas pessoas colocam obstáculos onde não tem ou não sabem formular muito bem suas desculpas, tornam as coisas mais simples em imensas dificuldades, mas não adianta falar, pois:"tem frases que nos despertam, mas tem a hora certa, não adianta repeti-las". Podia ter me polpado dessa vez.
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Algumas pessoas colocam obstáculos onde não tem ou não sabem formular muito bem suas desculpas, tornam as coisas mais simples em imensas dificuldades, mas não adianta falar, pois:"tem frases que nos despertam, mas tem a hora certa, não adianta repeti-las". Podia ter me polpado dessa vez.
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Drama e rejeição:
Meus companheiros constantes.
Praga de ex: "Você nunca vai encontrar alguém que te ame como eu".
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Praga de ex: "Você nunca vai encontrar alguém que te ame como eu".
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Booom...
Explosão, frustração, decepção!
Mais um nó na garganta, mais uma ferida aberta, mais um drama.
Se bem que é melhor fazer besteiras e sanar a dúvida do que deixá-la corroer. A corrosão da dúvida é mais incomoda do que a ferida da paixão não correspondida, que logo será curada.
Nota: homens que prestam não são pra mim.
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Mais um nó na garganta, mais uma ferida aberta, mais um drama.
Se bem que é melhor fazer besteiras e sanar a dúvida do que deixá-la corroer. A corrosão da dúvida é mais incomoda do que a ferida da paixão não correspondida, que logo será curada.
Nota: homens que prestam não são pra mim.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Só por falar...
Muitas horas por dia pensando como seria se eu tentasse quebrar todas as barreiras de uma só vez, jogar limpo, tentar a sorte. Mas e se eu perder tudo que conquistei nos últimos meses? E se seu olhar for tão duvidoso quanto o meu e eu estiver vendo além do existe?
O olhar é profundo e indecifrável. Já o sorriso é um dos mais lindos e sinceros que já vi, faz tudo ao redor ficar mais lento. Outro sorriso que me encanta e mais, desta vez, me deixa com cara de abobalhada apaixonada. Sim, admito. Tenho me contido a todo tempo pra evitar mais contato, abraços mais longos e mais fortes, olhares mais fixos (tem me pegado várias vezes o olhando fixamente ou buscando algo dentro de seus olhos. retribui). As vontades tem ficado cada vez mais intensas; quando dou por mim já estou me amarrando, amordaçando ou até mesmo afastando, por receio, receio de assustar com toda a minha objetividade. Talvez tenha me apaixonado pelo meu oposto: a personificação do subjetivo.
Quando se trata deste tipo de "coisa" os passos são mais simples pra mim, beijos só por vontade, com nenhum ou pouco sentimento, tanto faz, afinal, está pra nascer alguém que tenha cicatrização tão boa quanto a minha. Cicatrizo com a mesma facilidade que tenho de ferir e ser ferida. Levo as cicatrizes como parte da minha história. Há pessoas que não pensam assim, não têm boa cicatrização e ainda devem ter algumas feridas abertas, pois têm medo de arriscar, medo de sentir mais dor. Fui me apaixonar justamente por uma destas?
Alguém como eu, assim despachada e sincera, talvez iniba ainda mais alguém tão tímido. Já lidei com isso e me prendi por 5 longos anos. Não tenho medo disto, não ajuda e não atrapalha, aliás, não sei porquê tanta dúvida, se no final sei que vou explodir e fazer tudo o que tenho vontade sem pensar nem um pouco nas consequências, é sempre assim, me arrependendo ou não. Acho que meu maior medo desta vez, o motivo de tanta cautela é por saber que ele é alguém que não merece sentir nenhum tipo de desconforto causado por alguém assim como eu, tão inconstante.
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O olhar é profundo e indecifrável. Já o sorriso é um dos mais lindos e sinceros que já vi, faz tudo ao redor ficar mais lento. Outro sorriso que me encanta e mais, desta vez, me deixa com cara de abobalhada apaixonada. Sim, admito. Tenho me contido a todo tempo pra evitar mais contato, abraços mais longos e mais fortes, olhares mais fixos (tem me pegado várias vezes o olhando fixamente ou buscando algo dentro de seus olhos. retribui). As vontades tem ficado cada vez mais intensas; quando dou por mim já estou me amarrando, amordaçando ou até mesmo afastando, por receio, receio de assustar com toda a minha objetividade. Talvez tenha me apaixonado pelo meu oposto: a personificação do subjetivo.
Quando se trata deste tipo de "coisa" os passos são mais simples pra mim, beijos só por vontade, com nenhum ou pouco sentimento, tanto faz, afinal, está pra nascer alguém que tenha cicatrização tão boa quanto a minha. Cicatrizo com a mesma facilidade que tenho de ferir e ser ferida. Levo as cicatrizes como parte da minha história. Há pessoas que não pensam assim, não têm boa cicatrização e ainda devem ter algumas feridas abertas, pois têm medo de arriscar, medo de sentir mais dor. Fui me apaixonar justamente por uma destas?
Alguém como eu, assim despachada e sincera, talvez iniba ainda mais alguém tão tímido. Já lidei com isso e me prendi por 5 longos anos. Não tenho medo disto, não ajuda e não atrapalha, aliás, não sei porquê tanta dúvida, se no final sei que vou explodir e fazer tudo o que tenho vontade sem pensar nem um pouco nas consequências, é sempre assim, me arrependendo ou não. Acho que meu maior medo desta vez, o motivo de tanta cautela é por saber que ele é alguém que não merece sentir nenhum tipo de desconforto causado por alguém assim como eu, tão inconstante.
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