segunda-feira, 9 de julho de 2018

quebrar as correntes

Eu prometi que se nesses dias de folga ele não quisesse falar comigo eu que não ia querer mais. Se é pra resolver com outra pessoa envolvida que seja rápido, se não eu resolvo mais rápido ainda aqui dentro da minha cabeça. Eu me sinto melhor em relação a isso, mas desde que passei a pensar em me afastar tudo que me aparece tem o nome dele. Eu apaguei tudo, mudei tudo que era só dele, só nosso. Mas tudo vem me lembrar. De ônibus até restaurantes que servem paella. Nunca vi esse nome com tanta frequência. Parece que o universo não quer que eu esqueça o mês que passamos juntos. Me dói só de lembrar. 

Ele veio pedir desculpas e contar más notícias. Parece que sentiu minha promessa, do prazo que eu dei dentro da minha cabeça. Eu entendo tudo, mas eu queria que nada disso existisse. Queria viver num looping daquele mês e não pensar em mais nada. Infelizmente as feridas tem que ser curadas, as dificuldades superadas e as lições aprendidas. A gente podia se livrar  de tudo isso antes de conhecer pessoas incríveis.

Minha pele voltou a descamar de ansiedade. O álcool voltou a me fazer chorar de saudade. A história de estar cheia de nada. Sem saída, sem talentos... não faço mais nada direito. Escrevendo só pra desabafar e esperar isso tudo passar. Encontrar alguém assim num momento desses é muito injusto. Minha memória cada dia pior não é mais motivo de comemoração. Eu confundo sonho com realidade. Eu só quero que tudo acabe bem.

domingo, 8 de julho de 2018

call out my name

Meu vazio não vem da falta e sim do excesso. Excesso de nada, estou inchada de nada. Me sinto vazia, mas a ponto de explodir. Eu cansei de transar com todo mundo por medo de me relacionar com a pessoa que me faz sentir do jeito que eu gostaria de me sentir o tempo todo. Eu tenho medo de nunca me achar e engatar uma coisa na outra e sempre voltar pra esse mesmo lugar que não quero estar. Eu quero ser a pessoa que me faz sentir do jeito que eu gostaria o tempo todo. Eu quero aprender a dizer o não que eu tanto escuto mesmo quando não é dito. Eu queria gostar de ficar sozinha.

sábado, 7 de julho de 2018

15x0 - o décimo primeiro

Há uma semana o conheci. Os 15mil km viraram um abraço no bar aqui do lado. Eu sabia que ele seria alguma coisa: foi o "décimo primeiro". Ele sente minha tristeza de longe e tenta me ajudar a entendê-la pra manda-la embora. Me levou pra beber, dançar e cumprir as promessas dos últimos meses. O padê levou tudo embora em 5 ou 6 parcelas no período de 2 horas. Eu tentei o que podia, mas a conexão se extingue quando se foge da realidade. Me ajuda a encarar a minha e foge da dele. Eu não entendi nada, não parecia a pessoa que diz: "eu tô sempre aqui pra você", não tá aqui nem por ele. Mais um desapontamento pra conta.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

stonehenge

Me sinto vazia e cheia demais quando a ansiedade chega. Não sinto nada e sinto tudo, quero fazer declarações precipitadas. Odeio me sentir invasadora do espaço alheio. Não sou a favor do ideal romântico de se lutar por quem se gosta, de estar ao lado a qualquer custo. Eu levo o não ao pé da letra. Eu só espero que tudo fique bem seja como for.

sábado, 23 de junho de 2018

triade da água

Eu sinto que eu não posso me dar satisfeita com nada. Que não posso acreditar em nada e nem ninguém. Tudo me doí exageradamente e me tira o ar. A velha síndrome de rejeição parece que é a única que não me deixa e eu estou cansada. Cansada de sentir tudo em muita quantidade: a paixão, a raiva, a felicidade e principalmente a tristeza. A tríade da água é um inferno na terra. Eu só queria um outro mapa.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

10º

o décimo surgiu. eu não quis dar atenção, mas dei. melhor coisa que eu fiz, melhor do que eu podia imaginar. sintonia, conexão e vontade. não queria me despedir. eu tinha que segurar, não estou. segurar também o riso bobo na rua enquanto os dois se viram ao mesmo tempo pra olhar mais uma vez a despedida. eu disse que eu não queria, mas eu quero. uma rosa, uma camisa de flanela no meio da noite fria. semelhanças que assustam e aproximam. uma nova voz, um novo sorriso, a soma como o do karma com um toque especial de cheiro no olho e afeto sem jogo. eu tô escrevendo esse texto mal escrito pra não esquecer. tô escrevendo pra lembrar do dia que eu conheci uma das pessoas mais especiais que se tem notícia. lembrar que me senti assim também. querer me sentir assim pra sempre.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

quinze.

O décimo ia ser finalmente o quarto que seria o sexto e ele fez de novo, pela terceira vez. E eu cai de novo, pela terceira vez?! Décimo também pode ser um que está a 15mil km, mas não sei se aguento mais tanto tempo. Mesmo se ele não for o décimo eu quero que seja algo, porque ele mexe com todas as coisas adormecidas em mim. Passei os últimos 15 dias com ele na cabeça em vários momentos e eu valorizo a troca que tem acontecido. Eu queria que o décimo fosse o quinto, o meu karma, aquele cheiro. Queria que o décimo fosse aquela voz que nunca consigo conhecer. Eu queria ficar satisfeita. Tento fugir de confusão, mas eu sinto falta. Falta da minha vida em movimento e da busca pelo meus desejos não reprimidos.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

karma

Quarta foi o oitavo que não me cativou. Quinta quem seria o nono não pôde aparecer. Sexta o primeiro que seria também o décimo não quis, impôs condições e eu preferi seguir a minha vida. Na mesma sexta a promessa de 31 de dezembro foi cumprida e o que não era nada foi o nono. Estou me devendo um décimo melhor pra ver se esqueço o quarto que teria sido também o sexto, o do medo. Quero esquecer também o quinto que eu quero engolir e encontrar de novo toda vez que eu sinto o cheiro da barba dele em algum lugar. O meu décimo poderia ser aquela voz que me compreende e me entende em dias aflitos, que me arrepia a espinha, mas nunca consigo ver. Ou o meu décimo poderia ser aquele de 4 anos atrás que conheci e quis inteiro no meio do meu trabalho. Me devo melhores pra não me culpar pelos fracassos deles, mas ter o merecido e ir embora de novo, satisfeita e livre de pesos emocionais que não são meus.

terça-feira, 27 de março de 2018

(a)braços quentes desenhados

Terminei os meus desenhos. Eu não aguento mais. Quarta tenho o oitavo. Quinta o nono. Sexta o décimo que também foi o primeiro. Tirar o atraso do recesso. Quero o nono como quis o quarto que também foi o sexto. Estou com preguiça, mas quero tentar. Passei muito tempo quieta, quero confusão. O oitavo é parecido com o décimo que...eu já disse que o décimo foi também o primeiro? Me cheiram bem. Querem mais do que eu quero e as vezes o melhor presente que eu posso me dar é dar ao devoto o que quer de mim sem esperar nada em troca. Geralmente é uma boa surpresa, se não for eu não estou esperando nada mesmo. Eu já disse que quero confusão? Só quero a confusão que antecede a calmaria. Braços quentes desenhados. Ando muito esquecida, com a sensação de que não cabe nada mais aqui. Preciso abrir caminho, substituir lembranças. É muito cansativo viver de cabeça inchada.

sexta-feira, 16 de março de 2018

SEXtO

O meu seu sexto, foi o quarto que voltou diferente numa sexta qualquer. Como antes ele fugiu. E eu não sei porque insisto. O meu sétimo foi o quinto que voltou num sábado que a falta do sexto que era o quarto me pegou. Me coloco em muitas furadas. Vou dar uma pausa. Terminar meus desenhos aqui e depois eu volto. Depois da pausa espero que o oitavo seja mais como o terceiro e menos como como o segundo e o quinto que também foi o sétimo.