Sonhei que ele me entregava o que ainda achava ser meu doce preferido. No papel que o envolvia tinha uma bilhete: Já faz 6 anos que você me conheceu. Não sou o mesmo.
Me pareceu uma espécie de pedido de desculpa, uma abraço pra me liberar pra vida. Acho que foi o texto que escrevi ontem, meu inconsciente trabalhando pra eu não me sentir culpada por ser livre.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Memória (in)suficiente
Ontem fez quatro anos, só lembrei agora. Exatamente agora.
Não doeu, não passei mal, não senti saudade e principalmente, não senti raiva.
Esse ano foi ruim em vários aspectos, mas ótimo em outros, como esse. Minha memória cada dia pior é motivo de comemoração.
Não doeu, não passei mal, não senti saudade e principalmente, não senti raiva.
Esse ano foi ruim em vários aspectos, mas ótimo em outros, como esse. Minha memória cada dia pior é motivo de comemoração.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
I'm to afraid to love you
Quando estava com alguém era uma pessoa diferente. Ciumenta, possessiva, agressiva, impaciente e dona da razão. Demorou muito tempo e muitas sessões de terapia pra eu ver e admitir tudo isso. Que tudo que passei foi, em grande parte, também por minha culpa. Todas as dores de estômago, pele saindo dos mais diversos lugares do corpo, dores no peito e ataques de ansiedade tudo por querer controlar até os pensamentos de outras pessoas quando não conseguia controlar nem os meus.
Há dois anos e meio não me relaciono com ninguém por mais de quatro meses, raramente me envolvo emocionalmente e faço a desligada que não se importa porque eu tenho um medo muito grande. Um medo de mim mesma. Medo de reencontrar aquela louca que estragava a própria vida por querer alguém enjaulado vivendo e respirando pela minha vida, quando só eu posso fazer isso. Demorei muito tempo pra admitir isso também. Por mais que eu faça laços sempre me podo e me livro de títulos com medo que se converta em nó. Há palavras que me pesam muito, dói carregá-las e até dizê-las. Não quero e não vou pagar pra ver, não por enquanto. Vou continuar fugindo enquanto puder, enquanto tiver forças de correr com todo esse peso.
Há dois anos e meio não me relaciono com ninguém por mais de quatro meses, raramente me envolvo emocionalmente e faço a desligada que não se importa porque eu tenho um medo muito grande. Um medo de mim mesma. Medo de reencontrar aquela louca que estragava a própria vida por querer alguém enjaulado vivendo e respirando pela minha vida, quando só eu posso fazer isso. Demorei muito tempo pra admitir isso também. Por mais que eu faça laços sempre me podo e me livro de títulos com medo que se converta em nó. Há palavras que me pesam muito, dói carregá-las e até dizê-las. Não quero e não vou pagar pra ver, não por enquanto. Vou continuar fugindo enquanto puder, enquanto tiver forças de correr com todo esse peso.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Never again will there be another one that's as desirable as you
Fui pegar as antigas fotos no computador velho. Eu achei que estivesse preparada. Não consegui deletar nenhuma. A cada sorriso um golpe de ar me fechando a garganta. A nossa mania de tirar fotos foi um veneno, estou tomando agora. A cada expressão uma lembrança, só as boas. Das gargalhadas até ouvi o som. Aqueles malditos videos que gravei na praia. Caralho, como era lindo. Era.
Aquele dia que estava com o olho inchado e quis tirar fotos pra distrair porque era meu aniversário e minha vó postiça havia falecido. Me trouxe flores de manhã e fez misto quente com mostarda. Na mesma semana tinha saído do trabalho pra me levar no hospital. Assim vendo só a cara bonita nem lembro que era relapso e egoísta a maior parte do tempo. Mas ai eu lembro que eu gostava mais da carcaça do que o que tinha dentro e fico mais conformada. Volto a respirar e a viver a minha vida só pra mim e mais ninguém.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
sábado, 7 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
What the hell do you want?
Sente o cheiro do meu desapego e vem. Vem confundir e enganar, mesmo que sem intenção. Eu penso, por um instante, que vai voltar, mas não vai. É só o costume pela minha afeição exagerada, meu toque e palavras sem controle. Tudo que eu dedico ou dispenso pra estar a espera do nada. Como se já não me bastasse todo o resto da minha vida desregrada, veio ele, há duas semanas me trazer questionamentos que há tempos achei ter sanado. Não tem compaixão, não se importa. Me faz duvidar até dos sonhos que tenho durante o sono que deveria ser tranquilo. Eu tento acordar e torço para serem reais. Eu já disse que não quero mais isso? Eu quero que passe.
"...I wanna hear what you want
I remember december
And I wanna hear what you have to say about me
Hear if you're gonna live without me
I wanna hear what you want
What the hell do you want?"
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
domingo, 25 de outubro de 2015
Minha memória sempre foi uma benção e uma maldição, nunca esquecia dos detalhes bons ou ruins. Todas alegrias superadas pelos rancores. Acho que acabou o meu espaço de memória. Nos últimos meses desenvolvi a tendência de esquecer as coisas que faço de madrugada ou as confundir com sonhos. Isso se agrava quando bebo. Acordo com a sensação de uma neblina, como nos flashbacks dos filmes. Tudo é uma dúvida, foi de verdade ou não? Devia ter ficado dormindo, não devia ter bebido aquela última cerveja, devia sair mais de dia, escrever mais de dia, de madrugada eu escrevo mais porcaria que o normal.
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