sábado, 7 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
What the hell do you want?
Sente o cheiro do meu desapego e vem. Vem confundir e enganar, mesmo que sem intenção. Eu penso, por um instante, que vai voltar, mas não vai. É só o costume pela minha afeição exagerada, meu toque e palavras sem controle. Tudo que eu dedico ou dispenso pra estar a espera do nada. Como se já não me bastasse todo o resto da minha vida desregrada, veio ele, há duas semanas me trazer questionamentos que há tempos achei ter sanado. Não tem compaixão, não se importa. Me faz duvidar até dos sonhos que tenho durante o sono que deveria ser tranquilo. Eu tento acordar e torço para serem reais. Eu já disse que não quero mais isso? Eu quero que passe.
"...I wanna hear what you want
I remember december
And I wanna hear what you have to say about me
Hear if you're gonna live without me
I wanna hear what you want
What the hell do you want?"
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
domingo, 25 de outubro de 2015
Minha memória sempre foi uma benção e uma maldição, nunca esquecia dos detalhes bons ou ruins. Todas alegrias superadas pelos rancores. Acho que acabou o meu espaço de memória. Nos últimos meses desenvolvi a tendência de esquecer as coisas que faço de madrugada ou as confundir com sonhos. Isso se agrava quando bebo. Acordo com a sensação de uma neblina, como nos flashbacks dos filmes. Tudo é uma dúvida, foi de verdade ou não? Devia ter ficado dormindo, não devia ter bebido aquela última cerveja, devia sair mais de dia, escrever mais de dia, de madrugada eu escrevo mais porcaria que o normal.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Desabafo do etílico
Dois anos de bad em estado líquido. Dois anos de auto estima baixa por não aceitar, as vezes, que não deu certo porque não era o certo e não porque não sou boa o suficiente. Era mais fácil quando eu achava que ele não se interessava por ninguém e não que prefere uma mulher pouco atraente com dois filhos e uma auto estima pior que a minha. Eu me sinto péssima por pensar tudo isso e pior ainda por me pôr nesse lugar que não é meu.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Sonhei que decidi por uma última tentativa. Tentava beija-lo e pra minha surpresa ele aceitava. Era tudo estranho, a conexão havia se extinguido e numa tentativa de retomar o passado ficávamos juntos. Eu, mais uma vez, aceitava o que sabia que não daria certo pra não invalidar minhas horas, dias, meses, anos de angústia, mesmo sabendo que seria só o início de muitas mais. Acordei me perguntando se era real e me dei conta, era só meu inconsciente me avisando na hora certa de que eu sempre cometo os mesmos erros. Está na hora de aprender com eles e me poupar em uma próxima.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Meus trânsitos astrológicos, o tarot e até o iching disseram que devo desistir de pessoas que não me servem mais. Minha família, meus amigos e até ele disseram implicitamente. Eu já me disse isso milhares de vezes. Não adianta. O maldito apego ao passado não me deixa seguir. Passa logo, passa. Passa pra eu passar.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Quando eu era criança eu vivia perguntando pro meu pai:
- Posso gritar?
E quando minha mãe não estava por perto ele dizia:
- Vai lá na janela e GRITA (com a cara de arteiro que quem conhece seu Geraldo sabe)
Eu chegava na janela grande de vidro que pegava a parede da frente da sala inteira e gritava a plenos pulmões.
Quando a gente ia pro sítio onde a família morava ele falava:
- Vai andar por aí e gritar se quiser, porque a gente já vai embora.
E eu ia porque sabia que não ia poder extravasar com a frequência que gostaria quando chegasse em casa. Era uma alegria que até hoje não sabia explicar.
Quando a gente ia pro sítio onde a família morava ele falava:
- Vai andar por aí e gritar se quiser, porque a gente já vai embora.
E eu ia porque sabia que não ia poder extravasar com a frequência que gostaria quando chegasse em casa. Era uma alegria que até hoje não sabia explicar.
Há uma semana esse velho teimoso que sempre me ensinou a fazer arte escondida da minha mãe vem me deixando preocupada e ontem ele murchou. Nunca vi meu pai daquele jeito e nunca senti tanto medo. Medo de perder o homem mais importante da minha vida.
Hoje a tarde, quando recebi a notícia de que descobriram o que ele tinha, já tinha sido operado e estava bem, senti a mesma vontade de gritar, senti a mesma alegria e entendi. Essa alegria não era de poder gritar na janela e sim de ter um pai tão maravilhoso quanto o meu que sempre me deixou livre pra fazer minhas próprias escolhas sem me julgar e querendo apenas que eu fosse feliz.
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