sábado, 23 de abril de 2016
S.O.S
Tenho tido crises de ansiedade de novo. Meus medos todos voltando. Medo de andar sozinha na rua. Medo da infelicidade profissional. Medo da depressão, das crises e dos surtos. Medo de nada nem ninguém nunca atender minhas necessidades emocionais e sexuais. Medo de perder. Medo de viver. Medo de morrer. Medo de ficar doente de novo. Medo de chorar em público. Medo de parecer fraca. Medo de ficar sozinha. Medo de fracassar. Medo de expor meus sentimentos. REssentimentos. Medo de nunca esquecer. Todos os medos que não me deixam sair do lugar. Me paralisam e sufocam. Eu não consigo respirar. Meus olhos incham, minha pele arde e a cabeça dói. Eu não aguento mais.
domingo, 17 de abril de 2016
Eu sinto que tomei posse, que é completamente minha, essa sensação, essa síndrome de rejeição que sempre me acompanhou. A sinto porque sempre dei demais e nunca soube receber ou nunca recebi ou vou receber em quantidade equivalente a minha doação. Me doo demais. De doar e doer. Me culpo demais. Encuco demais. Talvez esteja precisando de menos. Me preocupar menos, pensar menos, dar menos e me amar mais.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Clichê bonito
Foi tudo tão rápido, há três semanas estávamos trocando as primeiras palavras. Eu, falando incontrolavelmente do cachorro que não me deixava dormir, verborragica, como se já o conhecesse e ele, atencioso, prestando atenção em tudo, preocupado veio perguntar depois se o cachorro havia me deixado. Nós mal sabíamos que aquelas seriam as primeiras de muitas conversas desde então.
Alguma coisa mudou, o meu pulso ficou acelerado, a respiração ofegante, veio a ansiedade de ver alguém como há tempos não sentia. Eu tive muito medo de me sentir assim de novo, mas veio sem que esperasse e me caiu muito bem. Sou eu mesma, sem podas ou descontroles. Sou eu de novo fazendo piadas sem graça e dando carinho sem receio. Ele aceita tudo da maneira mais doce e gentil. Eu me rendo a todos os clichês: o cheiro, o gosto, o sorriso, som da risada tudo de mais bonito se espalhando pelo quarto enquanto me deito em seu peito e ouço seu coração bater mais forte quando me chama de amor em vez de querida. De fato, ainda é muito cedo pra declarações, mas voltando aos clichês "parece que a gente se conhece há tanto tempo" que eu fico feliz em escapar um apelido carinhoso ou uma cara de apaixonado de vez em quando e isso me faz querer dividir muito mais dias com a pessoa que vem mudando meu humor e, de alguma forma, a minha vida.
Alguma coisa mudou, o meu pulso ficou acelerado, a respiração ofegante, veio a ansiedade de ver alguém como há tempos não sentia. Eu tive muito medo de me sentir assim de novo, mas veio sem que esperasse e me caiu muito bem. Sou eu mesma, sem podas ou descontroles. Sou eu de novo fazendo piadas sem graça e dando carinho sem receio. Ele aceita tudo da maneira mais doce e gentil. Eu me rendo a todos os clichês: o cheiro, o gosto, o sorriso, som da risada tudo de mais bonito se espalhando pelo quarto enquanto me deito em seu peito e ouço seu coração bater mais forte quando me chama de amor em vez de querida. De fato, ainda é muito cedo pra declarações, mas voltando aos clichês "parece que a gente se conhece há tanto tempo" que eu fico feliz em escapar um apelido carinhoso ou uma cara de apaixonado de vez em quando e isso me faz querer dividir muito mais dias com a pessoa que vem mudando meu humor e, de alguma forma, a minha vida.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
domingo, 7 de fevereiro de 2016
"A minha pele arde quando escondo o ódio dentro de mim..."
Comecei a ler "Amor líquido" do Zygmunt Bauman e é inevitável não lembrar da pessoa que revirou a minha vida sentimental. Passei a odiar a pessoa que por um tempo me tornei. Me sentia pouco atraente, sem atributos físicos e uma personalidade sem graça e doente. Passei a aceitar que era uma mulher feia e realmente me tornei. A psicossomatização diz que a minha pele queimava e soltava do meu corpo porque eu odiava ser eu. Só agora eu paro e penso em como isso é triste. Como deixei alguém cuja a personalidade me soava patética despertar as piores coisas em mim? Veja bem, não o culpo, ele tem não culpa do que é, não tem culpa de ter crescido em uma bolha. Ele não era mau, só patético e dependente. Eu deveria ter ido embora enquanto era tempo, esquecer a superficialidade que me atraia pra viver minha vida sem todo aquele entulho que não me pertencia e que deixei estragar uma parte da minha vida, demorou muito pra colocar todo lixo pra fora. Hoje duas ou três lágrimas de sanidade me escorreram, finalmente estou alcançando a tão desejada clareza e a volta da satisfação em ser eu.
domingo, 17 de janeiro de 2016
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Spoiler
Ele me apresentou ao que hoje é a minha saga preferida do cinema. Na época fiz um cartão com os personagens que representavam o único par romântico do filme. Eu era Leia, ele Han Solo. E eu nunca fui muito fã do Han Solo. Hoje, depois de um ano de ansiedade fui ver o sétimo episódio da saga e chorei muito, inclusive na morte do Han Solo, que eu já sabia devido a um spoiler. A morte de um personagem nunca foi tão simbólica pra mim. Eu já disse que eu nem gostava do Han Solo? O Han Solo morreu. Morreu. E eu tô pensando no simbolismo disso na minha vida até agora, porque pra mim há tempos que Han Solo não existe mais.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Sonhei que ele me entregava o que ainda achava ser meu doce preferido. No papel que o envolvia tinha uma bilhete: Já faz 6 anos que você me conheceu. Não sou o mesmo.
Me pareceu uma espécie de pedido de desculpa, uma abraço pra me liberar pra vida. Acho que foi o texto que escrevi ontem, meu inconsciente trabalhando pra eu não me sentir culpada por ser livre.
Me pareceu uma espécie de pedido de desculpa, uma abraço pra me liberar pra vida. Acho que foi o texto que escrevi ontem, meu inconsciente trabalhando pra eu não me sentir culpada por ser livre.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Memória (in)suficiente
Ontem fez quatro anos, só lembrei agora. Exatamente agora.
Não doeu, não passei mal, não senti saudade e principalmente, não senti raiva.
Esse ano foi ruim em vários aspectos, mas ótimo em outros, como esse. Minha memória cada dia pior é motivo de comemoração.
Não doeu, não passei mal, não senti saudade e principalmente, não senti raiva.
Esse ano foi ruim em vários aspectos, mas ótimo em outros, como esse. Minha memória cada dia pior é motivo de comemoração.
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