O que me dói hoje é o contrário do que doía há seis meses atrás. Dói com bem menos intensidade.
Hoje dói ver que perdi tanto tempo e que o objeto da minha afeição, virou a vítima de uma possível obsessão. E que ele estava certo, nunca o amei, talvez fosse verdade que sentia-me sua dona por ter sido a alavanca pro menino começar a transformar em homem. Um homem com todos os egoísmos de um herdeiro único, mas ainda assim, menos distante das minhas expectativas. Expectativas que se tornaram cada vez mais vãs.
Me dói ver que tomei toda a culpa do fim quando realmente não era só minha. Tive culpa de ter adoecido? De ter me doado e esperado reciprocidade? Da segunda questão sim, a culpa é toda minha. Não se deve dar tudo a quem não dá valor e não sabe o significado das palavras afeto e gratidão. Quem sempre recebeu e teve tudo pra si não sabe doar e eu já sabia disso. Já da primeira só posso dizer que ele estava certo mais uma vez: ele não me fazia bem.
Me tornei o que sempre odiei ou tive medo: ciumenta, dependente e depressiva. Tive ajuda pra entrar nessa e nenhuma pra sair. Pelo menos não de quem contribuiu pra isso. Sentia como se tivessem me fodido e depois abandonado pra viver sem o meu peso.
Revendo toda a tristeza de meses atrás vejo claramente que me submeti a algo desnecessário. Não devia ter começado ou deveria ter acabado logo quando percebi o erro. Sofri chantagens emocionais, abafei meus problemas pra dar consolo, enfim, me anulei tantas vezes pra que? Pra ser abandonada quando mais precisava, porque alguém doente, mesmo que emocionalmente, é pesado demais.
Nesses últimos meses me convenci e vi que na vida só deve ter espaço pro que faz bem pro corpo, alma e coração. E com esse pensamento já me vejo de novo, quase inteira. Vejo minha vida sem o peso do outro e sem me sentir pesada pra ninguém. Nada de escuro ou poços sem fundo.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
É tudo dor
Doem as flores de manhã, as poucas, mas gratas surpresas. Doem os dias, tardes, noites cozinhando juntos, cada chá, mensagem de madrugada falando do tamanho do amor e importância e cada telefonema que não quis atender. Doem as fotos, desenhos e videos. Dói cada plano que não chegamos a realizar.
Dói o colo, o melhor abraço, o melhor beijo e o melhor amor. Dói cada sorriso, gargalhada, carinhos de barba e massagens nos pés. Doem as madrugadas em claro e o despertar de manhã com a presença mais linda que já vi. Dói acordar com medo e não ter mais você aqui dizendo que está comigo e nada vai acontecer. Dói tudo, cada lembrança boa, cada parte do meu corpo que sente muita falta da paz do seu corpo por perto. Dói não ter percebido tanta coisa antes, de não ter aproveitado o tempo que tive.
Dói não ter me amado mais, pra te amar sem cobrança, sem prisão, sem sufoco. Dói ter jogado a responsabilidade do que me tornei em você e ter te convencido disso.
Dói principalmente saber que eu guardei tanta mágoa a toa, que eu gosto de você do jeito que é e que agora eu perdi tudo de quem eu tanto amo e que tanto me amava. Eu sei que vai ser melhor, mas agora é tudo dor.
Dói o colo, o melhor abraço, o melhor beijo e o melhor amor. Dói cada sorriso, gargalhada, carinhos de barba e massagens nos pés. Doem as madrugadas em claro e o despertar de manhã com a presença mais linda que já vi. Dói acordar com medo e não ter mais você aqui dizendo que está comigo e nada vai acontecer. Dói tudo, cada lembrança boa, cada parte do meu corpo que sente muita falta da paz do seu corpo por perto. Dói não ter percebido tanta coisa antes, de não ter aproveitado o tempo que tive.
Dói não ter me amado mais, pra te amar sem cobrança, sem prisão, sem sufoco. Dói ter jogado a responsabilidade do que me tornei em você e ter te convencido disso.
Dói principalmente saber que eu guardei tanta mágoa a toa, que eu gosto de você do jeito que é e que agora eu perdi tudo de quem eu tanto amo e que tanto me amava. Eu sei que vai ser melhor, mas agora é tudo dor.
domingo, 11 de março de 2012
Aprendi, mesmo que em pouco tempo e, com bem menos frenquencia com que gostaria, a dormir encaixada ao seu pescoço, sentir seu cheiro sempre que acordo durante a noite. Acordar e ouvir um "bom dia, meu amor!" acompanhado do sorriso mais lindo. Sim, eu não canso de falar do quanto seu sorriso é lindo, de como seus olhos de girassol ficam bonitos com a luz que entra pela janela, de como seu bigode loiro fica charmoso e de como sua barba me faz falta.
Aprendi acordar e começar a conversar até a hora de nos vermos ou acordar e continuar conversando com você mesmo quando temos que nos separar. Falar do meu dia, até das coisas mais irrelevantes, coisas que só conto pra você, dos meus medos, dores e de como eu amo você.
Aprendi que viver com você me faz muito bem, mas que mesmo assim, posso viver perfeitamente sem, mas pra que? Eu não quero. Quero você perto enquanto eu puder, enquanto você me aguentar, espero que seja sempre.
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Aprendi acordar e começar a conversar até a hora de nos vermos ou acordar e continuar conversando com você mesmo quando temos que nos separar. Falar do meu dia, até das coisas mais irrelevantes, coisas que só conto pra você, dos meus medos, dores e de como eu amo você.
Aprendi que viver com você me faz muito bem, mas que mesmo assim, posso viver perfeitamente sem, mas pra que? Eu não quero. Quero você perto enquanto eu puder, enquanto você me aguentar, espero que seja sempre.
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Você faz com que eu me sinta uma grandessíssima idiota. O por quê disso?
Gosto de vê-lo acordando, abrindo o sorriso que eu amo, ele faz com que os olhos se apertem. A luz que entra pela janela os deixam ainda mais bonitos. Ficaria admirando essa cena por horas.
Porque eu adoro suas expressões, mesmo as que eu não consigo decifrar e principalmente as que demonstram as coisas boas que causo. Encontro beleza em cada uma delas.
Porque me faz sentir medo perder e por me irritar com coisas mais idiotas do que eu.
Também pela minha imensa vontade de chorar quando tem que ir embora após ter passado a semana toda longe e uns poucos dias fazendo a companhia mais desejada e acolhedora. E é nessa hora que eu me sinto a mais idiota do mundo.
Me perco nas lembranças dos nossos bons momentos diversas vezes, os que trouxeram a mínima negatividade eu faço questão de esquecer.
Me pego fazendo todas as coisas que julgava ridículas, cafonas ou "de gente que acha que sabe o que é amor", as que achei que nunca faria ou nunca mais faria. E sabe que não tem me caído mal?
Me sinto uma idiota, mas uma idiota feliz.
Alguém que desperta sentimentos que me fazem tão bem, não podia passar assim, sem deixar rastros ou provocar mudanças.
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Gosto de vê-lo acordando, abrindo o sorriso que eu amo, ele faz com que os olhos se apertem. A luz que entra pela janela os deixam ainda mais bonitos. Ficaria admirando essa cena por horas.
Porque eu adoro suas expressões, mesmo as que eu não consigo decifrar e principalmente as que demonstram as coisas boas que causo. Encontro beleza em cada uma delas.
Porque me faz sentir medo perder e por me irritar com coisas mais idiotas do que eu.
Também pela minha imensa vontade de chorar quando tem que ir embora após ter passado a semana toda longe e uns poucos dias fazendo a companhia mais desejada e acolhedora. E é nessa hora que eu me sinto a mais idiota do mundo.
Me perco nas lembranças dos nossos bons momentos diversas vezes, os que trouxeram a mínima negatividade eu faço questão de esquecer.
Me pego fazendo todas as coisas que julgava ridículas, cafonas ou "de gente que acha que sabe o que é amor", as que achei que nunca faria ou nunca mais faria. E sabe que não tem me caído mal?
Me sinto uma idiota, mas uma idiota feliz.
Alguém que desperta sentimentos que me fazem tão bem, não podia passar assim, sem deixar rastros ou provocar mudanças.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
P.
Já acordo com saudade do som da risada, da beleza do sorriso e dos lindos olhos de girassol. Me olham com tanta ternura, sempre fico constrangida.
Me faz ter vontade de fazer as coisas que nunca gostei e até de não fazer nada, a não ser sentir a presença,o cheiro e ouvir a respiração.
A voz rouca ao pé do ouvido e a barba que arranha o pescoço trazem um leve e agradável arrepio na espinha. As mãos são grandes, firmes e, em pouco tempo, já sabem exatamente a intensidade que devem usar em cada parte do meu corpo. Há sincronicidade e a impressão de que estamos juntos há tempos.
Abri mão da promessa. Abri as portas. Não há arrependimento, tomei a decisão certa.
Me faz ter vontade de fazer as coisas que nunca gostei e até de não fazer nada, a não ser sentir a presença,o cheiro e ouvir a respiração.
A voz rouca ao pé do ouvido e a barba que arranha o pescoço trazem um leve e agradável arrepio na espinha. As mãos são grandes, firmes e, em pouco tempo, já sabem exatamente a intensidade que devem usar em cada parte do meu corpo. Há sincronicidade e a impressão de que estamos juntos há tempos.
Abri mão da promessa. Abri as portas. Não há arrependimento, tomei a decisão certa.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Nostalgia
Hoje acordei com cheiro de férias de verão. Sai na rua e vi o sol e o asfalto molhado e comecei a recordar do porquê. Lembrei-me dos sábados que eu e minha irmã acordavamos com minha mãe lavando o quintal e saíamos de biquini para que brincassemos de ser o alvo da mamãe. Ao ver nossa diversão a Dona Esmeralda, que sempre gostou muito de nós, resolvia lavar o quintal também. Isso fazia do nosso sábado um dia perfeito.
Recordei das vezes que minha mãe sentava na minha cama e me acordava com a pergunta: "Vamos pra praia?" e ria com os saltos que eu dava da cama. Ela sempre se divertia fazendo coisas assim comigo, pois eu sempre demonstrei muito mais minhas emoções do que minha irmã. Até hoje é assim. Acho que ai o cheiro vem do pós praia, quando minha mãe jogava água doce em mim. Nunca gostei de areia e nem do sal do mar.
Lembrei também das tardes no club com os amigos da rua. Das viagens pra praia com os tios e primos, enfim, de todos momentos que envolvem verão e esse cheiro de água evaporando do asfalto quente.
Por mais que hoje em dia não goste de verão, nem de praia e muito menos de expor meu corpo num biquini, senti muita saudade dessa época. Dos momentos e das pessoas com que os compartilhava. Alguns já se foram, outros apenas se afastaram, mas hoje estavam todos muito presentes nas minhas recordações.
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Recordei das vezes que minha mãe sentava na minha cama e me acordava com a pergunta: "Vamos pra praia?" e ria com os saltos que eu dava da cama. Ela sempre se divertia fazendo coisas assim comigo, pois eu sempre demonstrei muito mais minhas emoções do que minha irmã. Até hoje é assim. Acho que ai o cheiro vem do pós praia, quando minha mãe jogava água doce em mim. Nunca gostei de areia e nem do sal do mar.
Lembrei também das tardes no club com os amigos da rua. Das viagens pra praia com os tios e primos, enfim, de todos momentos que envolvem verão e esse cheiro de água evaporando do asfalto quente.
Por mais que hoje em dia não goste de verão, nem de praia e muito menos de expor meu corpo num biquini, senti muita saudade dessa época. Dos momentos e das pessoas com que os compartilhava. Alguns já se foram, outros apenas se afastaram, mas hoje estavam todos muito presentes nas minhas recordações.
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