domingo, 5 de junho de 2011

Todos

É você que só se lembra de algo pela sua importância (ou seja, não o sou, já que sempre me esquece). É o poço de mágoas, inseguranças e medo que não é capaz de ter uma conversa realmente franca (a mesma decepção). É o que acha que vivemos algo realmente intenso e que não devemos abandonar tudo o que houve de bom (pra ele) pelo pouco que houve de ruim (muitas crises de um relacionamento inexistente). E é também o que aceita uma relação casual e tenta brincar de jogo do ciúme.
É você que não saía da cabeça, o outro que não me sai do coração, o que não sai do meu pé e o outro que eu não saio do pescoço e não me sai da pele. Justo eu que não queria mais ninguém, a mercê de gente que acha que eu não quero nada ou que eu quero tudo.
São vocês as facas que eu dei, dou e darei muitos socos mais. São feridas diferentes; umas cicatrizaram sem marcas, outras cicatrizaram deixando uma lembrança ou cicatrizarão um dia, não importa, pelo menos não pra nenhum de vocês.





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sábado, 4 de junho de 2011

Fica difícil de esquecer quando as mesmas pessoas comentem sempre os mesmos erros. Fica engraçado elas voltando depois de darem um tempo de alguns dias achando que vai ser tudo normal. Fica cansativa essa rotina de dar murro em ponta de faca. Ficam parecendo todas iguais. Fica mais fácil abandonar pelo caminho as que machucam constantemente.




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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Rastejante

A indiferença é inquietante. Ser alheio a sentimentos só afasta as pessoas. Vocês são assim comigo e eu sou assim com eles, assim permanecemos enamorados de nossa solidão ao invés de arriscar, mesmo que seja o casual, com algo menos frio. Acabamos por nos acostumar a esse ciclo patético onde os interesses quase nunca coincidem e 'nos viramos com o que dá'. Se contentar com o pouco que não almejamos é extremamente medíocre, mas algumas vezes não há saída, não há mais o que fazer a não ser assistirmos com pesar tudo que queríamos ir embora lentamente.




"Não fique ai remando contra a maré. Se não for pra ser, não vai ser."
Caio Fernando Abreu


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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Manso

Aos poucos me encheu de esperança. No peito aquela sensação gostosa de que o que se queria pode vir acontecer. Mas e a promessa de acabar com as expectativas, onde fica? A realidade é que não sei lidar. Um pulsar mais forte e a camada fina de gelo derrete, amanhã ou depois ela volta, é a típica camada de proteção, meu pericárdio de gelo, ou pelo menos achei que fosse.

É assim, os sorrisos que me cativam sempre voltam pra me fazer quebrar a cara.

"sou um retrato que a tua mão revelou
cópia barata do que eu acho que eu sou
e sim, amor, eu sei que eu não devia
querer demais o que eu nem sei o que é..."




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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dosagem

Dosar é preciso, principalmente se o ego diz que não se deve passar por cima do orgulho, muitas vezes ele está certo. Já as altas doses de álcool limitam a percepção ao dosar o bom senso. Há coisas que não deveriam ser ditas, se fossem guardadas pra sempre, os esquecimentos seriam menos, menos...menos nada, no fundo se sabe que nunca muda, mas alguns despertam algo que faz acreditar por um instante que pode ser verdade, mas não há jeito. Na verdade quem tem que mudar sou eu, afinal, "só fazem com a gente o que deixamos fazer".




10/05/2011
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Desisto

Quando não se quer se tem e vice-versa. Então, o segredo é não correr atrás do que se quer? Engraçado, sempre me ensinaram o contrário. Se ao menos eu conseguisse agir com a razão de vez enquando com algumas pessoas seria muito bom.



04/05/2011
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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fodão-se

Foda-se a dúvida, o medo e a angustia. Foda-se a impulsividade pro desnecessário e a falta de coragem pro que é importante. Fodão-se as mentiras, os sinais, os carinhos gratuitos e tudo que envolva pessoas. Fodão-se os homônimos e a tensão pré-mentrual. Voltem só semana que vem, quanto aos últimos não precisam mais voltar.



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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Retornar é preciso [?]

A gente foge, foge até que voltamos ao mesmo lugar, com as mesmas pessoas, vivendo as mesmas situações. Talvez com algum tipo de regalia, com consciência do mérito, mas com medo de seguir, porque no fundo sabe-se que não importa o caminho, alguns destinos não mudam. Não vou fugir e nem correr atrás, sou a passiva agora, não importa o quanto digam que isso é errado, é minha armadura, minha proteção.

A aparência muda, algumas atitudes também, mas no fundo sabe-se que no final será a mesma decepção de seis meses atrás, mas não importa, já reconheci minha sina.

Remocei a contar a partir do momento que passou a me ouvir, 301...



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terça-feira, 19 de abril de 2011

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Não consigo mais comunicar, não é tão fácil como antes cuspir a dor. Ficou mais resistente, mais insistente, quer aceitação, mas não, não aceito, não vou aceitar. Fica aqui como minha companheira secreta, não vou mostrá-la e nem dizer o motivo de sua companhia, na verdade só ela mesma sabe, dor maldita!
As vezes traz consigo seus amigos, a tal da agonia, e as vezes, o tal do desespero (me desculpe sra.dor, mas não gosto nada deles, com você vou acabar acostumando, já que não existem negociações entre nós). Pelo menos é delicada o suficiente para se retirar quando tenho a presença de amigos queridos, mas é só se ausentarem que ela volta, não me deixa sozinha. Ela quer me mostrar algo que talvez esteja debaixo do meu nariz, mas que não consigo respirar, quem sabe com o tempo ela me ensine? Por enquanto vamos convivendo desarmoniosamente.



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terça-feira, 5 de abril de 2011

Falso amor

O último desabafo foi cuspido, haviam muito mais mágoas guardadas do que o esperado. Havia também raiva, sentimento inesperado, nunca fora pensando que quem um dia dizia amar agora sentia-se incomodado por ver a felicidade na vida do "ex-amor". Tudo leva a crer que esse amor de verdade que só se houve falar, nunca existiu, pois não deveria acabar ou guardar outros sentimentos tão ruins.



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